Meus Parachoques!

1 de junho de 2013 § Deixe um comentário

Parabéns com retoques. Com azulejos combinando e luz que acende sozinha se alguem passa.Seja na descarga ecológica, seja nas amizades quase sem lógica, apenas bons motivos para comemorar e beber, beber, beber. Assim como faziam os antgos. Assim como gostam grandes amigos. É a hora de reforçar a geladeira.

Com as damas devidamente apresentadas, e as três, e ao mesmo tempo, uma coisa é certa: trata-se de um outro momento. De sorrir-mos todos juntos. De menos tristeza e arrependimento. De curtir minha Luiza como de de todos fossem. E o impressionante chocolate das paredes pra dar fominha… na minha filha ou em mim.

Todos os três somos irmãos, e queremos fazer de nossas Senhoras, também amigas. Mesmo falando de todo mundo, os Parachoques, parabéns do dia, são do peimeiro Caraíba a construir o próprio Lar (o Mouro-cinza). Uma conquista que ficará sempre na memória e nos finais de semana da gente. Agora acabaram os motivos de não sair de casa. Aguardo visitas.

Criando limo

1 de outubro de 2011 § Deixe um comentário

O homem, arremedo de divindade, decepção dos sonhos de seus próprios filhos, é apenas um animal que encosta, escora, e faz dos dias uma simples contagem de preguiçosas posturas de pré-morte. Levanta e abre caminho para a criação e para o novo! Acorda e vive o que sonhou de madrugada! Acostumado a reagir, ele mente pra ficar vivo, ele finge pra passar ileso, ele suicida-se e acredita estar agindo por liberdade: fim dos tempos. E a maldade está em quem sabe disso, se aproveitando dos menores. Políticos, líderes religiosos, chefes…

A maioridade deles chega após uma contagenzinha de tempo que não chega a um terço de vida. A despeito da idade moral, ali, morando em meio ao lixo, sem saber como é o horizonte, acredita e vai. De pessoas médias se formam sociedades toscas de uma moral porca, e, de espíritos livres e decididos, normalmente, uma relação anárquica ou política – a depender da inclinação. Sem um líder, esses últimos – libertários – valem de seus últimos suspiros em favor de uma vida que não poderá ser compartilhada por aqueles a quem foi negada a devida formação – os mortos. Tão indignos de respeito, tornam-se, no decorrer de ainda mais tempo cronológico, apenas uma massa a apodrecer.

Do fim, donde se igualam um e outro, ainda teremos aspectos que desvalem mais àqueles mal vividos do que a esses. Aos cansados, escorados, mortos em vida, talvez fique reservada uma parte semelhante a um escritório brando de trinta e seis metros quadrados. Onde possam ficar  sozinhos, curtindo o resto de sua eternidade e deformação. Aos bem vividos, amadurecidos, quem sabe haja algum tipo de festa onde possam continuar a aprender? Prefiro pensar assim, a viver criando limo embaixo dos cotovelos.

Depois 2 (Apocalipse)

14 de setembro de 2011 § Deixe um comentário

E depois de variada a experiência, onde deveria estar evidente a existência, apenas migalhas. Migalhas de carícias, migalhas de cuidados, migalhas mimadas e mimosas que quase justificam a persistência sutil de uma memória triste. Evidenciando a realidade, uma platéia muda, esperançosa. Uma arquibancada de quase pessoas mortas que dançam e riem com o frenesi do desespero que faz mais uma vez a mesma memória fúnebre. Onde o amor morreu, parece também ter morrido a esperança. E acaba nunca sendo tarde para olhar para algum luar que não seja o passado.

Depois de multiplicadas as explicações, ainda mais uma forma, sempre nova, de lembrar de mais um detalhe, de mais uma intimidade que fará correr a lágrima primeira das milhares que a seguirão. Depois de divididas as forças dessa pequena luta, um novo desejo de retorno bate, apenas pra devolver a insanidade com cor de luto travestida em carnaval. Saudade, aqui, também é uma forma de auto-traição. Do alto, o suicida a se lançar ao fundo onde está seu objeto de carícia – a parte miserável dessa história.

No próprio leito de morte está a salvação do apaixonado. E, no túmulo ao lado, por mais que não queira, está sua perdição em outro amor, até que, num momento de êxtase, far-se-á novamente toda essa destemperança a resultar em mais uma dor de amor não mais contida, assim perdida e dissipada. De lembrar, o próprio amor se mata e te maltrata, fazendo com que até lembranças bonitas sejam símbolo de tortura e traição. Após a morte, resta menos de si e nada do outro. Como, então, manter-se vivo num planeta-cemitério?

O que é

10 de setembro de 2011 § Deixe um comentário

Se é mesmo verdade que possamos nos arrepender, deve ser a hora e o momento de render homenagens à deusa Sensatez. Havendo, em qualquer centímetro de mundo algum espaço onde possa te querer sem estar errado, nessa porçãozinha de universo, quero permanecer intacto, até que sua compaixão possa me resgatar. Só mais uma figura de linguagem para demonstrar saudades, desejo e aquelas coisas que só os meus abraços no meio da noite podem fazer. É, estou contente. Devo toda essa alegria a você, suas carícias e seus abraços mais sinceros.

Se tenho mesmo coragem, nesse dia, de ser ainda melhor, tenho também, sensivelmente, a mesma sensação de ser desejado. Como resto, pouco e fraco, sinto-me exatamente no lugar que me deixou, o de adendo, de parte pouca, de  resto. Ademais, apenas mais uma sensação de euforia quando lembro do seu beijo. Apenas mais uma lembrança de alegria, quando me recordo do seu abraço pequeno e muito, do tamanho para me satisfazer. Fico com medo de brincar com as letras, pelo mesmo motivo que me preocupo em não brincar com você.

Em último caso, se é pra te saudar que escrevo tantas coisas, é também para mostrar-te o quanto és a importância de minhas horas, o quanto és motivação de minhas memórias, e o quanto enriqueces meu coração já maltratado pela certeza da distância provocada por uma decisão sua. A noite me chama, e, da rua, tenho a esperança de que apareça esplêndida em cada beco, apenas para meu abraço confortar. E, na rua, tenho a certeza de que não estou tão errado. Saudades do seu abraço magro e carinhoso.

De novo e diferente

7 de setembro de 2011 § Deixe um comentário

E mais uma vez, olhando fotos que você nunca atualiza. Outra, e uma nova vez, deixando um recado na sua caixa de mensagens esperando que você demore a ler. Mais uma de muitas insanidades que só um feriado ou um domingo vazio permitem preencher com minhas tolices. É uma mistura de nostalgia com saudades. De felicidade – de não estar completamente longe – e tristeza – de não estar inteiramente perto. Impura perfeição de tê-la à vista, numa eterna prestação de carícias, que não cessa de me fazer um devedor.

Impuro personagem, me transformo, e reformo todas as memórias para não parecer tão imbecil, idiota ou infantil. Só mesmo o seu sorriso para me tirar desse buraco. Só mesmo a expectativa de uma só menção que faça a mim, para de alegria refazer toda a minha liberdade. Ainda que em outros braços, minha – no espaço único que minha mente criou para nós. Vivo da ilusão de estarmos juntos, da mesma forma que morro a realidade da distância.

Próximo o bastante para dizer que você é importante e especial, mesmo que que não tão perto. Longe o bastante para não me preocupar com as consequências que velhas memórias enterradas pelo tempo podem provocar. Sujo, por ter desejos impróprios quando a razão não faz sentido; à noite. Misturando um pouco do que sou com o que queria ser, apenas para você lembrar de mim. Impuro mesmo é tentar fazer parte da sua memória de sorriso largo, e eu sei disso. Pretencioso demais para o menino que conheceu há doze anos. Cauteloso de menos para o homem que me tornei.

A

18 de agosto de 2011 § Deixe um comentário

Um som com todas as significações de uma letra só. Ás vezes, uma letra com todas as caracterizações de um som que muda, e, quando muda, muda só na entonação. Intenção de quem entona. Refrescância, sede, tristeza, medo, dor, decepção, raiva, maluquice, besteirice, susto, fascinação. Paradeiro e ação. Uma só voz para um só e grande coração de muitos ouvidos. Dois pra um, um pra dois; voz e ouvidos, boca e sensação. Saudação? Isso, talvez não.

Som de signo sem horóscopo. Brincando de delirar no que é mais fácil. Na simplicidade de uma coca gelada, de uma cerveja guardada do domingo em plena quarta ou de um bom chá, no frio, de madrugada. Pretensão de vogal pelada, com um adendo pra montar aspiração. Falta de ar. Excesso de respiração. Pudica sede de groselha, de tequila ou de atração. Ah! Adendado, adido, somado, diminuído pela presença desnecessária de consoante. Vogal em si é tudo. Vogal de si diz tudo.

Turbulência de mais de uma página de vocábulos exatamente iguais. Artigo, preposição, substantivo. Acentuado, maltratado e aturdido. A é A. E o princípio lógico, apenas pra descrever, quer me fazer pensar que A não é B. Isso nem me passou pela cabeça. Além de todos os sentidos que tem, porque negar a presença de alguém? Ser a si é mais que não ser outro algo. A doce falta de compreensão no que vocalizo nesse instante, é a ignorância do princípio de identidade. Pensar a ingorância, ignorando, assim, o pensado. Agradecimento logo no princípio dos estudos dessa língua Caraíba. A voz saindo pela boca, para tocar corações passando por ouvidos. Apenas vogal.

Meu vício, minha pedra, meu altar e precipício

29 de julho de 2011 § Deixe um comentário

Droga de usar. De precisar de mais. De consumir aos poucos pra degustar. De usar de uma só vez, pra encorajar. Cada póro e sentido aprecia a nobre arte do entorpecer. Um ode à overdose, à morte e à insanidade. Litros de suor a escorrer, assim como as pupilas que se dilatam pra entender. Coração batendo, gritando, acelerado, me ofegando. Espera. Angústia. Mais uma vez. Mais uma vez.

Lugar de me celebrar. De adorar, de ecstasiar. Horas diante sem nem uma palavra que diga mais que meu olhar. Paredes, pontes, céu, véu e velas pra te alcançar. corredor até a salvação. Bancos para melhor ajoelhar no chão. Cantos para mais uma vez alcançar sua respiração quase fraca depois do cigarro. Anti-fé. Anti-corrosão. Tapete de comemoração.

De onde e pra onde me jogar enquanto aguardo mais um sinal e mais uma condição de quase-morte. E, esperando até o momento certo, terei a felicidade de um óbito feliz, quando minha cabeça tocar a rocha que se formou em meu pobre coração. Pedras, balinhas, parangas e doces não chegam nem perto do efeito que você causa em mim.

Onde estou?

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