Enamorados

26 de setembro de 2011 § 1 comentário

O que deve ser tem força. Assim como nossas mão unidas depois de um bom filme, ou nosso beijo carinhoso no aproveitamento da escuridão da sala. Devem ser. Planos, cuidados, abraços, sentidos. E o nosso sentido, junto com o nosso sentimento devem ser. Mais uma vez, entregues, temos a complacência de velhos bem vividos e a energia de jovens sonhadores. Tudo junto e misturado apenas pra ser uma história de verdade. A nossa.

Maior do que os machucados, as dores, ou mesmo nossos medos, o nosso desejo de que seja bom. Já é. Tem força, porque é assim que deve ser. É justo que bocas que se desejam se toquem, se misturem. É claro e evidente que o dever se sobrepuja sobre todas as outras probabilidades, construindo linhas vivas e gentis de um novo e carinhoso casal que se une em pleno domingo à noite, e termina por fazer planos mais que longos e inesperados. Jogar-se, assim, é inevitável, como é inevitável, igualmente, te olhar durante um breve passeio pelas ruas do bairro, ou um leve passeio gentil de minhas mãos em sua silhueta.

Desavergonhadamente decididos a ser em público. Desprezando auditorias e especulações. Promovendo carícias públicas numa novidade excêntrica de casal faminto. De ter fome que a comida se faz boa. De ter sede que a água se torna a melhor bebida de que se conhece. De desejarmos um ao outro, nos fazemos a melhor opção, a maior riqueza, e o cuidado necessário do outro. Parte dos meus dias e das minhas horas, agora, são apenas a verdade de estar com você, te ligar, ou simplesmente planejar nosso próximo programa de casal.

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