Meus Parachoques!

1 de junho de 2013 § Deixe um comentário

Parabéns com retoques. Com azulejos combinando e luz que acende sozinha se alguem passa.Seja na descarga ecológica, seja nas amizades quase sem lógica, apenas bons motivos para comemorar e beber, beber, beber. Assim como faziam os antgos. Assim como gostam grandes amigos. É a hora de reforçar a geladeira.

Com as damas devidamente apresentadas, e as três, e ao mesmo tempo, uma coisa é certa: trata-se de um outro momento. De sorrir-mos todos juntos. De menos tristeza e arrependimento. De curtir minha Luiza como de de todos fossem. E o impressionante chocolate das paredes pra dar fominha… na minha filha ou em mim.

Todos os três somos irmãos, e queremos fazer de nossas Senhoras, também amigas. Mesmo falando de todo mundo, os Parachoques, parabéns do dia, são do peimeiro Caraíba a construir o próprio Lar (o Mouro-cinza). Uma conquista que ficará sempre na memória e nos finais de semana da gente. Agora acabaram os motivos de não sair de casa. Aguardo visitas.

Inconsistência

23 de julho de 2011 § 1 comentário

Pode ser que eu esteja extremamente cansado. Mas não sou de desistir do que realmente importa. Por ser tão intransigente, dou-me ao direito de ter uma identidade. E fico lutando com ela contra tudo o que generaliza. Não sou um general, um gene ou um metal, sou alguém para além e aquém das forças do meu próprio corpo. Deixo, de vez em quando, a mente falar por si enquanto o corpo incompatibiliza meus objetivos e sucessos.  Assim também vou deixando que meus membros tentem acompanhar a razão.

Irracional que sou, submeto meus pensamentos mais lógicos aos desejos incessantes de meus sentimentos pululantes. Subverto razões para confundir aos outros ou a mim, e, dessa mistura, realizo os maiores e mais simpáticos intentos de que se pode ter idéia. Dou-me ao luxo de ter paixões, dores e outras sensações deveras contraditórias que, ao mesmo tempo constroem e destroem quem sou nesse mundo-sutileza. Ao amor, de vez em quando, chego sem nem saber o porquê. E fica tão difícil sair…

De tempos em tempos paro para celebrar as mesmas coisas e do mesmo jeito. Da  mesma forma que, na própria rotina por mim criada, cedo a minhas frustrações e ganho a liberdade de estar deprimido estando vivo – porque viver pode ter algo de angustiante. Ar comprimido prestes a explodir. Até ficar feliz por um sorriso, olhar, cuidado ou saudade é possível quando falo de mim mesmo. Sem nome, possuindo identidade. Mesmo que nomeado, muito além do que parece significar. Humano e sem legislação de ser. Assim indefinido pela própria consciência. Feliz de não saber bem o que é.

O meu lugar

20 de julho de 2011 § 2 Comentários

Não é no além, no além mar ou na saudade.Não há de ser no meio acadêmico ou no meio profissonal, no campo ou na cidade, pelo menos não só. Não é mesmo perto ou a média distância de presenças medíocres – e talvez nem longe. Não, e certamente não está nem perto de ser no meio artístico ou em todas as suas vertentes ou adjacentes – mas haverá de ter ligações arqueológicas com isso. E, mesmo que eu quisesse, não é e nem será no buraco de um sofá ou do quintal da casa.

É um meio no qual as coisas meio que se confundem, e, na fusão de um ou de dois mundos, apresenta-se como uma outra e a mesma realidade. É onde há muito o que confundir e muito pouco a que se definir, apenas tentativas, tentações, tratativas. Minha opção é a terceira, a do lícito cigarro com café até o fim do expediente e da lícita cerveja com as quase lícitas companhias revestidas de solenidade que o status social um dia conferiu. É um meio e não um fim, tendendo mais para o como.

De maneira mais clara, é, na tentativa, o prazer de ler. É a saciedade do glutão e o porre do cachaceiro. É a vontade de não parar. É a liberdade de não desacompanhar e a lealdade de sempre por perto estar. Não vou mesmo conhecer direito onde é ou como chegar, mas o clima em volta logo se fará, tornando tudo uma coisa só meio junta e separada pela vontade que temos de cada vez mais encontrar espaço. Eu meio que me esquivo. Eu inteiro me corroboro.

Pode ser

15 de julho de 2011 § 1 comentário

Pode ser muito radical, mas prefiro as pessoas estranhas, as esquisitas, aquelas sem rumo certo ou sem rotina, ou ainda aquelas com rotinas neuroticamente definidas por uma insegurança natural aos nerds e aos tímidos. Pode ser muito leviano, mas sou muito mais afeito aos hamburgueres, às gordurinhas de picanha, às cervejas estupidamente geladas e aos vícios leves de jovem proletário que às barras de cereal, saladas, folhas e grelhados com gosto de papel.

Pode ser muito narcisista, mas teimo em ter grande adoração pelo que faço bem, e sem modéstia. Sou meu maior fã, mesmo que isso me faça perder alguns. Pode ser muito preguiçoso, mas gosto de dormir até perder a hora, brigar com o despertador do celular e de ficar mais cinco minutos na cama mesmo quando atrasado. Pode parecer fraqueza, mas meu cigarrinho me agrada muito em momentos de ociosidade ou ansiedade.

Pode até ser meio piegas, mas prefiro me apaixonar do que apenas sair por prazer ou gosto – saio mesmo assim, enquanto não estiver apaixonado. Pode mesmo ser que construindo essa forma de vida quase alienígena na era da sustentabilidade eu morra; mas pode ser que haja um outro lugar que farei questão de conhecer. Pode mesmo ser que as pessoas vivam de esperança, eu, daqui de quase marte, vivo apenas do que a esperança traz: ainda mais encanto a uma vida às vezes sem sal que persiste em parecer cíclica. Pode ser que eu tenha escrito demais e esteja me estendendo. Pode ser que eu esteja errado, mas pode ser que não: tento assim mesmo.

Bolo de fubá

14 de julho de 2011 § 1 comentário

Bolo de fubá é bom. E café, mesmo requentado pela preguiça que bate na hora de degustar, é mais um motivo para sentir-se em casa, sentado em qualquer sofá. Movimento de mastigação, tom de festa e devoção. Com farinha de milho que abraça o meu estômago e meu paladar assim como vou te abraçar carinhosamente nas manhãs do dia seguinte.

Em ato único, uma declaração de amor aos cuidados de mamãe, às carícias fraternas e à proteção paterna que arrebata e faz lembrar. Chora daí, viola, que daqui eu faço da minha vida comilança. Prazer de glutão motivado pelo bolo quente. E esquentando meus sentidos, sentado permaneço nessa simplória devoção às coisas simples. Bolo de fubá é como abraço: sempre bem vindo. Enão adianta falar que não, sei que sim. Sei que não sou tão maluco.

Tenhamos verdade em nossas palavras, e, após o fim do momento vespertino de comer bolo de fubá, digamos: quero mais! E que venham os nacos ainda quentes do bolo recém feito só pra eu me sentir ainda melhor que outrora. Horas e horas pra falar de coisas simples. Para longe com as complicações do fast-food e dos cartões de crédito. É hora mesmo de comer um bolinho com sabor e com carinho, com fubá comprado fiado na venda da esquina.

Em notas, só

11 de julho de 2011 § 1 comentário

Em mim, um mi maior ou um minhoca. Em casa, no palácio ou na oca, uma pouca coisa feita gente pelo sopro de um suposto criador que nem me posso capaz de julgar. Em tempos, os temas mais escusos e as mentes mais torpoes, apenas porque não posso me fazer menor do que me fazem.So do it! Como faziam os índios.

Urrando vontades, desejos, maldades, gula e nudez. Suados ao calor do sol que batendo queima e faz pretejar. Pulando vermelhidões de quase gente mordida pelo sossego de uma sombra à margem do arroio sutil. Saltitando as dores que tomam as marcas feitas do ontem em lencóis de seda, talvez mais limpos que manchados.

Em meio às notas do piano ao som de Bach, ou em meio ao Euro que insisto em carregar. Só. Sem som. Lamentando a agora ausência que até por um momento ousei desejar. No instante de dó, sem ré, faço de mi, o que fá do sol a poesia lá do sí que desconheço. Só e um, abaixo do mesmo sol que festejou sua presença. Sem música, de fato, e sem torpedo, assim de assalto. Com as letras que insisto em juntar fazendo arte. Pena de confundir na minha própria fundição.

Mais pele, mais furor

30 de abril de 2011 § 4 Comentários

Mais que fogo, anomalia moral e mental de surto molhado. Desejo permanente de pele. Pulula nos ar sobre a cabeça o seu cheiro sensual que envolve cada idéia do pensamento e faz vibrar o olhar já espantado com sua volúpia. Cheiro de delícia ainda em formação a dois. Aroma de desejar e querer mais que pensar. Saúde animalesca. Brutal brasilidade conhecida dos estranhos estrangeiros que por aqui pagam caro (mas não você). Em trapos e sem eles. Nenhuma segunda pele. Nuances.

A cama, desmanchada com a sua atitude de receptividade voraz só demonstra o quanto cada sentido é verdadeiro e faz a verdade dos gritos que saem da sua garganta já preenchida e ecoam pelos corredores. Verdade das maiores imoralidades santas que podem ser feitas entre quatro paredes. Trata-se do que queremos, tenhamos, então. E um minuto para descrever na mente a próxima rodada de ménage ou o próximo exercício indiano. Livro cultural que sobrevoa nossa curta experiência.

Atrito que deixa a pele roxa e as partes mais sensíveis – todas elas. Calor que aumenta na mesma medida em que não sacia os cuidados, mas aumentam a força e a guerra defendida com unhas, dentes, bocas, mãos, parte, pele e pelos. Pelos, pele, partes, mãos, bocas, dentes e unhas, tudo e intenso. O que fazer senão o mais sublime e tenso? Urrando, podemos cuspir as palavras engasgadas na memória e ter as atitudes presas nas roupas de baixo. Mais e mais vontade de aprender como aumentar o seu prazer, satisfazendo o meu. Isso também pode se chamar amor. Pensando assim, devo estar apaixonado.

Onde estou?

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