Acresci Prendendo

27 de março de 2014 § 1 comentário

Em dentro de meu sussurro, o escuro que eu mesmo preferi. Sendo um pouco menos do que desejava, prendi a quem me soltava. De meio a perto, consultei oráculos, bebi latinamente e sofri à moda grega. Pendi ao lado esquerdo. Afora, à parte e por aí, falei coisas sem sentido. Passei horas em meu sofá sentado, e entendi o que passava: Tédio. Mesmo assim, nem assim, fiquei prado.

Com amigos, repreendi o bom comportamento. Consenti, bebendo, em ter as melhores companhias mesmo em dias de café-com-leite. Nada é pra depois! E quase nada é pra já! Desci quatro degraus até minha prórpria sensação de Liberdade, Anhangabaú e Vergueiro. Dentro de uma solidão hebraica, fiz força para não me perder no mesmo buraco em que me encontrei. E nada de pescar juntos algo além de uns belos copos. Há de ter cerveja no final.

Passei por muito, aprendi crescendo. Como quem muda a cada passo, deixei de ser o mesmo, e fui vivendo. E cada sensação de alegria e tristeza cultivou o que hoje chamo de “sêz-atez” e verdade. Mas as decisões que tomaria outras, essas mais importantes e deveras acertadas, serão essas as minhas diretrizes. O meu legado a mostrar o importante: que errando ou parado, ninguém nasceu pra ser frustrado.

Tenhamos a alegria de poder acordar pelo simples fato de estar lá. Acresci, Prendendo; porque Prendendo, Acresci!

Apesar de alguns pesares

20 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Mesmo que você me esnobe, eu me lembro de você. Mesmo que seja frio em pleno verão, eu não me canso de ser aquecido pelo seu sorriso. Meus mimos são apenas parte de tudo o que tenho preparado pra quando decidir parar de fugir de mim. Quando decidir me ligar ou mandar mensagem e quando decidir aceitar o meu convite sem usar de nenhuma desculpinha boba. Todas elas nem de longe me enganam, mas de maneira simpática, me acostumei a sorrir pra cada uma delas com um olhar condescendente. Como fazemos com as crianças irritadas por algo bobo. Ou quando elas argumentam de forma vazias e parecemos concordar. Apesar de minha ingenuidade, sinto-me sábio ao sonhar contigo.

Mesmo que seja essa distância tão pequena, é a maior que tenho a percorrer, talvez me pareça sensato aguardar um sim de seus lábios, com sua voz a murmurar aquilo que de mais bonito existe. Nós, dois, juntos. Fazendo planos, metas, conselhos e contemplações. Só pra ficar te olhando. Só pra te abraçar um pouco mais. Apesar do abismo, deve haver uma esperança.

Mesmo que a urgência do seu abraço me torne ainda mais afoito, quero que perceba o quanto persisto pelo simples fato de ser minha única maneira de não sair da sua vista. Mesmo que eu seja atrapalhado, vou traçar planos, cumprir metas e objetivos. E, numa manhã de terça-feira, vou acordar com seus olhos bem na minha frente, esperando meu olhar atento só pra me roubar o primeiro beijo da manhã. Pena que não seja o fim da história de hoje. Apesar de tudo isso, vou tentar algo pra quarta.

Duas vezes encantado

10 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Dois é o número de vezes que você sorri antes de ficar sem graça. Dois também é o número da preocupação e do juízo, há pouco recuperados. Em nome de criança, uma preocupação e uma esperança. Talvez não seja tão difícil assim! Dois é o número da alegria. Número da diversão, da espera e de noites mal dormidas. Que tal um abraço pra te fazer acordar sorrindo mesmo depois de ter dormido muito pouco? Existem perguntas que gostaria de fazer pessoalmente, como ainda não tive oportunidade, faço dois esforços, como os esforços que você faz para ficar cada vez melhor, e me mantenho bem sereno. Vem comigo.

Gosto de quando você chega. E gosto duas vezes mais de quando conseguimos nos falar. Se dois seria um número imperfeito, quando se trata de nós dois é mais que perfeito, porque vira um quando quisermos. Dois mundos de expectativa. E talvez uma ou duas decepções só pra apimentar o que já seria bom assim normal. Seu telefone para ligar algumas vezes. Minha atenção pra te deixar duas vezes mais feliz.

Mais uma vontade de te fazer assim um afago breve. Te levar pra casa de vez em quando, cuidando, duas vezes, assim como se deve. Tendo um ou dois momentos de alegria juvenil e de conversas maduras de fazer crescer. É com as experiências que nos tornamos pessoas ainda melhores. Queria conseguir ver dois defeitos em você. Talvez demore mais de duas vidas para que isso possa acontecer. Isso deve ser encantamento.

O que seria demais 2

6 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Porque demais é palavra que não existe em um vocabulário exagerado. Porque carinho é só a coisa mais simples que pode acontecer quando estou com você. Porque caminho é o nome daquilo que está entre meu lugar atual e o lugar onde encontrar você. Porque a lua ilumina, em detrimento de todas as outras coisas, esse sentimento que nasce, desfazendo qualquer ressentimento que já tenha havido. Porque estamos conectados. Porque estou encantado e você sequer precisa se importar com isso.

Apesar de nos conhecermos pouco. Apesar das opções que podem até ser melhores do que eu. Apesar de pesares que a vida insiste em devolver para a nossa realidade. Apesar de ser fraqueza o que se pode chamar fidelidade. Apesar da fragilidade que se forma quando penso em cada palavra que vou dizer quando estou contigo. Apesar de coisas que nem eu e nem ninguem pode explicar. Apesar de achar você tão melhor que eu. Apesar de querer sempre fazer alguma coisa só pra ter certeza de que você teve o melhor. Apesar de eu não parecer uma boa escolha. Apesar de você parecer demais para mim.

Vou sentindo como se tudo isso fosse nada. Vou vivendo como se um dia fosse nada mais que uma empada. Vou chovendo, porque meu sol há de voltar, de dia, de noite ou de madrugada. .Vou falar, porque há ouvidos que quero muito cobrir de mimo, de risada. Vou chamar, porque seus olhos fazem isso comigo toda hora. Vou chorar se tiver, um dia, que me despedir. O que seria demais, mesmo que essa palavra jamais existisse ou nunca fizesse sentido, é que existisse mais de uma vida em que, mesmo que tentando muito, eu não pudesse conquistar você. Quero uma vida só, e nela, quero que minhas palavras não sejam demais para nós dois.

O que seria demais

6 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Eu queria mesmo era te dar um abraço agora. Olhar para o lado, e ver seus olhos grandes a perceber meus movimentos, assim como os meus não se cansam de agradecer o seu sorriso, os seus passos e o seu abraço. A vontade que me assalta, a despeito do sono que também me acomete, é justamente a de compartilhar mais esse momento com você. A vontade de fazer de toda hora a melhor, apenas pela sua presença sempre com uma novidade. Novidade, para mim, é sentir isso sem nem poder falar direito. Eu fico meio bobo do seu lado. Eu fico mudo.

E meus amigos, por muito tempo, vão me perguntar o que aconteceu. Ainda fico sem saber porque não consigo responder. Isso deve ter alguma coisa a ver com o que sinto quando me lembro que você esteve ali, do meu ladinho. Vou fazer alguns sacrifícios, e terei prazer em cada um deles, só porque o seu sorriso vem depois. Só para que, cada vez mais, seu sorriso venha me abraçar com o seu brilho. E meus ouvidos, assim meio treinados, possam sempre se cobrir com sua doçura, seu jeito doce. Seu cheiro doce me guiando aonde quiser.

Seus beijos, aí são coisas que meu exagero me faz calar. Seu carinho, é coisa que minha mente encantada faz guardar apenas na memória. Nosso afeto, é coisa que, por mais que eu tente, não poderei deixar passar em branco. Já me basta que seja eu o único despercebido aqui. Que seja meu silêncio apenas uma prova do quanto quero permanecer por perto de você. E que sejam meus agrados, apenas desculpas para dividir mais instantes maravilhosos ao seu lado. Seria demais pedir para não se afastar? Pode ser que sim, mas, sem dúvida, é a única coisa que minha mente exagerada consegue pensar: você por perto. Penso mesmo mais do que posso.

Uma dose de vício

29 de novembro de 2011 § 1 comentário

Passaria uma noite conversando. Ou talvez mais. E até que o dia me lembrasse de outras coisas, ficaria ali parado. Passaria uma vida num mundo de arsenio, com odor de alho que sua presença vai enfrentar com cheiro doce. Tendo coisas de maluco, criaria planos, panos, caricaturas, só pra ilustrar esse quadrinho de tempo em que uma presença e uma só palavra podem manter-me descansado mesmo depois de um dia mais que cansativo.

Radioativa, vem brilhar. Sai de onde o Sol te esconde. Na penumbra também pode haver contentamento. Em cinza de Terra-Paulis. Em tempo e dose de soninho, será possível até sonhar com amanhãs melhores, com manhãs ainda mais felizes e divertidas, e com apresentações inusitadas de causar impacto. Flor, Estrela, Brilho, elementos de uma atmosfera em que dormir pode parecer menor que partilhar essas palavras. Insano, mundano, ideal e nada profano. Um manifestador de gentilezas a afagar um carinho que caminha pela terra e vai para onde quer.

Em ano, ou mais, ou menos. Em momento que o tempo já não é mais diferença, a doçura vem ganhar de seus hábitos pouco matutinos, apenas para que, em noturna conversa de Novembro, pareça o Sol estar ao alcance desta mão. Seja pelas teclas, que separam e unem, seja pela tela, que aproxima e divide. Um mosaico formado por sensações de uma tóxica e gentil presença viciante. Uma dose de sorriso e vício, por favor!

Planos

27 de novembro de 2011 § 1 comentário

Numa sexta feira qualquer, você vai pegar o avião. Sair do Rio. Sem mais nem porque, vai pousar na palma da mão de Terra-Paulis. Vai se divertir, e sorrir, e me acompanhar, com ou sem autorização. Assim, como quem nada quer, vai provocar sorrisos apenas com o seu olhar, com a sua precisão. Do jeito que só você, mesmo à distância, mostra como é fácil brilhar assim, gentil – como quem tem um sol no coração.

Num sábado, depois da mesma sexta, poderemos curtir um parque, no Ibira, Villa Lobos, ou da Juventude – em Zona Norte. Poderemos curtir um samba paulista, assim, meio choroso, lacrimoso, igualmente divertido, com tudo o que você merece e alude. Terminando o Samba, a prearação para mais uma noite que não tem fim: balada, bar de MPB, e a casa de amigos para findar a noite, coisas que aqui ou em qualquer lugar podem ser iguais. De diferente, sua presença, que eu insisto em suspirar aqui no aguardo.

Em um domingo qualquer, depois desses dois dias, eu recomendo um passeio pelos monumentos, um pique-nique, no Horto ou em Guararema, ou um sanduíche de mortadela no Mercadão. Ou tudo isso. Uma cerveja, ou uma coca, o que preferir, e as coisas mais simples que dois amigos podem fazer. Coisinhas para preencher o terceiro dia e concluir com chave de ouro o quarto dia em uma despedida gentil, carinhosa, e de um jeito que apenas eu e você sabemos ter. Surto de carência pode até ser bom. Mesmo que seja só para você olhar pra mim, e depois voltar pra casa. Quem mal tem fazer alguns planos?

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