O nome das cousas

26 de setembro de 2014 § Deixe um comentário

Falemos sobre cones. E o incômodo vem desses cones que são usados para alterar o tráfego das vias. Dia desses, entrei numa saga para identificar o significado daquilo que me incomodava.

Perguntei a um coleguinha direitista o que ele achava. Sua resposta foi que, para a minha segurança, o cone, presença de um Estado protetor que não podia permitir a desordem em meio àquela obra, foi colocado para que pudéssemos trafegar em segurança. Isso não me satisfez. Perguntei a um segundo coleguinha, este, da esquerda cor-de-rosa, e ele me disse que o cone é uma forma da mídia direitista cercear nosso direito de “ir-e-vir”, mudando a rota da via.

Então encontrei um coleguinha da esquerda radical – sempre mais agitado – , que acrescentou que, por causa do uso excessivo dos cones, pessoas perderam seus empregos no controle do tráfego, e que, por isso, os cones devem ser combatidos, e que haveria uma manifestação contra os cones. – Meio exagerado, pensei. E busquei uma resposta mais centrada, de um quarto coleguinha com ideias de centro, Renan Sarney (?). Esse, muito gentil e pouco afetado, me disse que os cones foram criados como um instrumento de aproximação entre o Estado e as pessoas, para a sua própria segurança, a do Estado e das pessoas, mas que, por causa dos exageros da direita, se tornou um instrumento de supressão dos direitos de liberdade e da diminuição do gasto público com o emprego de controladores de tráfego.

Certamente, pensei, se perguntasse ao Eddie George, tenho a certeza de que ele diria que é um chapéu do Duende Verde, que foi pintado de laranja para uma festa a fantasia em que iria vestido de holandês. E percebi que nessa época de campanha as impressões de todo mundo ficam muito salientes. Assim como o ôimbus  ficou em evidência, pra quem usa e pra quem não usa. Não foi maldade, não de todos.

Quanto ao cone lá da rua? Dei o nome de Fred, por razões pessoais.

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