Um dia do caralho!

19 de julho de 2012 § Deixe um comentário

Um dia quase como outro qualquer. Se não tivesse sido minha grande capacidade de foder com ele, e se não fosse a humanidade toda capaz de fazr o mesmo, acho que seria mais um. Não foi. De manhã, lembrei de você e não quis sair da cama. À tarde, depois de vencer as barreiras da gastrite e do relógio, quis te ligar. Depois de um almoço muito tardio e de um estômago revirado, tive que tirar você dos olhos pra colocar meus afazeres. Em dia de maré ruim, os peixes nascem podres.

Em alguns poucos momentos de desabafo, reclamei de você, briguei por coisas desimportantes e fiz o que devia, só porque faz muita diferença ter razão. E manipular assim só faz cansar! A fila, as lembranças, as perspectivas. Manipular assim só faz sentir saudades. As coisas parecendo ainda pior do que são. As nuvens mais cinzas do que brancas. Alguma lembrança das suas ancas. Não tendo mais pra onde fugir.

Procurando seu abraço. Pesquisando seu próximo passo. Alguma coisa de Contraditório em terras de Sensatez. Flashes de solidariedade dispensável, café e cerveja. É por essas e outras que tratam isso por revolução. Imagine só se estivessem aqui, em meu lugar. Refúgio não é revolução! Saudade não é fraqueza! Verbo não é Substantivo. Mas vou brincar com as conradições, assim como brinco com sua insônia. Pode ser que o dia não termine tão mau assim. Pelo menos nos falamos.

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Politicamente incorreto

18 de julho de 2012 § Deixe um comentário

Eu bebo. Eu fumo. Eu perco algumas noites em claro por insonia, mesmo tendo que ir trabalhar e manhã bem cedo. Eu faço perguntas intimas, eu acredito em milagres. Egocentrico, faço um esforço enorme pra olhar pra fora. Cuido das pessoas à minha volta e sou fiel. Tenho convicções, e, para mim, mesmo que pareça contraditório, posso, por todos os meus amigos, dizer, sou coerente. Faço prosa como se verso fosse. Fasso fossa, como se rosa se fizesse.

Presumindo os julgamentos que daí apareçam, faço-me rogado. E tenho muito prazer em conhecer cada nova virtude, sentimento ou sensação de você. Escrevo sozinho o que é pra ser lido a dois. Faço sozinho com que tudo pareça muito fácil. Faço junto, com que qualquer limite se encerre. Avançando sinais vermelhos, dirijo com cuidado. Penso sorrisos, cultivando abraços quentes, e corro em direção ao brilho dos seus dentes. Um sorriso assim é quase sempre inevitável.

Pelo menos, sei que, vindo de você, um sorriso vem de graça. E, por graça, percebo apenas uma presença assim, meio nova, meio de sempre e do dia a dia.  Coisa de fazer escrever de novo, mesmo depois de tanto tempo. Politicamente incoreto, vou pedir um pouco mais quando estiver com sono e vou te convidar a dormir, quando estiver insone. E cada palavra, de novo, surgirá, como se fosse a primeira vez que estivéssemos nos falando. Como se fosse a primeira vez que, de fato, falasse com você. Como se nunca mais pudesse transgredir nenhuma regra.

Onde estou?

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