Debaixo de uma pedra

11 de fevereiro de 2012 § 1 comentário

Em cima de uma e minha consciência. Mais ou menos seis horas de terror. Momentos em que nem mesmo o brilho dos seus olhos pode me dizer nada diferente do que eu já sabia. Ainda que tente manter a sanidade, uma vontade de danificar, encerrar e reformar invade. Nada disso. Força, tranquilidade, discernimento. Falando de mim e dos demais em tom profético e nada amigável. Um dia como o de hoje faz pensar.

Depois de sair dos seus braços, quase pude ter a certeza de estar vivo. Quase posso cometer a felicidade de perder aquilo que já tive. E mais ou menos duas boas decisões para descansar meus ombros pesados com o fardo que fui impelido a carregar. Arrastando os problemas dos outros como se o mundo inteiro fosse a agonia daquele sábado de calor e confusão. Cigarros. Cigarros. Café. Mais cigarros, e uma sensação de boca seca.

Um deserto mental. Areia por toda a parte sem nenhum oásis à vista. A angústia, vista por esse ângulo deve ser a mesma coisa que estar vivo. Ainda que não tenha morrido, definitivamente, um pouco menos vivo vou caminhar para um domingo em que a maior alegria será passar sem turbulência por mais um dia de descanço e sol. Cadê o seu abraço que normalmente tudo resolve?

Onde estou?

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