Feliz Natal como se deve

23 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Nessa época, uns anos atrás, minha família se reunia. Ficávamos ansiosos com os parentes vindos de longe e com toda a primaiada que ajudava a fazer da festa algo ainda mais feliz, e a gente brigava tanto!  A gente comia na mesa, depois da meia noite, e até o especial do Roberto Carlos era especial de verdade para nossa reunião. Nesses dias de verão e festas, em que é possível parar pra conversar, comer bolo, rabanada, peru, coalhada e muito, muito doce, um sentimento de que tudo valeu a pena sempre ocorre, deixando para trás tudo aquilo que ainda não veio. Ou antecipando muito do que há de vir.

Hoje, com toda a correria, alguns de nós trabalhamos. Outros ficam em casa pra folgar no ano novo. E, mesmo aqui, na mesa do trabalho, todos esses sentimentos voltam pra colorir também os dias burocratas. As memórias de todo um ano que passou, e os projetos para o ano que insistimos em acreditar muito melhor. Alguns sozinhos em suas casas, outros na casa da mamãe ou da família, e ainda outros na balada, pra espantar a solidão. De igual o mesmo desejo da época de infância, em que a única preocupação era passar de ano para ganhar um presente melhor ou uma viajem – e comer rabanada.

Na viajem de 2011, todas as palavras foram ditas e ouvidas ao bel prazer de quem se propôs a conversar. Todos os mal-entendidos foram criados e desfeitos, na mesma fome de quem come rabanada. E cada um, na sua melhor maneira de ser, tem o mesmo desejo de um peru com farofa, depois de alguma discussão familiar. Em casa, por muitos anos sem saber, aprendemos como seriam todos os natais dali pra frente: com saudades dos pais, da família, ou apenas da comida farta e dos mal-entendidos que só o Natal provoca. Feliz Natal como se deve!

Apesar de alguns pesares

20 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Mesmo que você me esnobe, eu me lembro de você. Mesmo que seja frio em pleno verão, eu não me canso de ser aquecido pelo seu sorriso. Meus mimos são apenas parte de tudo o que tenho preparado pra quando decidir parar de fugir de mim. Quando decidir me ligar ou mandar mensagem e quando decidir aceitar o meu convite sem usar de nenhuma desculpinha boba. Todas elas nem de longe me enganam, mas de maneira simpática, me acostumei a sorrir pra cada uma delas com um olhar condescendente. Como fazemos com as crianças irritadas por algo bobo. Ou quando elas argumentam de forma vazias e parecemos concordar. Apesar de minha ingenuidade, sinto-me sábio ao sonhar contigo.

Mesmo que seja essa distância tão pequena, é a maior que tenho a percorrer, talvez me pareça sensato aguardar um sim de seus lábios, com sua voz a murmurar aquilo que de mais bonito existe. Nós, dois, juntos. Fazendo planos, metas, conselhos e contemplações. Só pra ficar te olhando. Só pra te abraçar um pouco mais. Apesar do abismo, deve haver uma esperança.

Mesmo que a urgência do seu abraço me torne ainda mais afoito, quero que perceba o quanto persisto pelo simples fato de ser minha única maneira de não sair da sua vista. Mesmo que eu seja atrapalhado, vou traçar planos, cumprir metas e objetivos. E, numa manhã de terça-feira, vou acordar com seus olhos bem na minha frente, esperando meu olhar atento só pra me roubar o primeiro beijo da manhã. Pena que não seja o fim da história de hoje. Apesar de tudo isso, vou tentar algo pra quarta.

Precisão

14 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Você precisa dormir mais. Precisa deitar, com a cabeça tranquila em meu peito depois de uma noite de carícias, esquecendo, como uma criança, de todas as mazelas do dia que nos levaram até ali. Medidas desesperadas que não nos deixam dormir. Precisa aprender a sonhar sem motivos e também precisa aprender a lidar com sonhos e frustrações. São apenas degraus, que somos obrigados a passar para chegar em algum lugar mais longe da enchente.

Você precisa aprender a conversar mais sobre coisas menos importantes, sem entrar em assuntos polêmicos, sem emitir qualquer opinião, como devemos fazer de vez em quando, quando estamos realmente humanizados pelas nossas pequenas impotências. Precisa aprender a deixar as coisas de lado um pouco, fazendo dos dias, não apenas pesos de uma expiação eterna, mas também uma tarde de sol na praia, logo depois de um engarrafamento. Precisa dar mais abraços, mais olhares sutis e menos broncas.

Você precisa, por fim, de um caminho mais leve, sem amarras. Precisa entender o quanto és linda, o quanto as responsabilidades mostram o seu valor e a sua beleza aflora sua personalidade igualmente linda. Precisa de alguém que olhe menos para si do que para você, e alguém que prioriza cada segundinho do dia ao seu lado, seja em um encontro social ou sobre uma cama, depois de um ligeiro porre. Precisa esquecer que o passadofoi tão ruim, para aprender com o presente e o futuro, assim como as melhores lições, de forma devagar e intensa. As melhores paixões ocorrem quando fazemos tudo errado, e mesmo assim estão ali. Está na hora de aceitar o meu convite, assim como me esforço em adequá-los à sua realidade. Uma carícia meio grosseira de quem cuida de você. Mesmo de longe, cuidado preciso.

Duas vezes encantado

10 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Dois é o número de vezes que você sorri antes de ficar sem graça. Dois também é o número da preocupação e do juízo, há pouco recuperados. Em nome de criança, uma preocupação e uma esperança. Talvez não seja tão difícil assim! Dois é o número da alegria. Número da diversão, da espera e de noites mal dormidas. Que tal um abraço pra te fazer acordar sorrindo mesmo depois de ter dormido muito pouco? Existem perguntas que gostaria de fazer pessoalmente, como ainda não tive oportunidade, faço dois esforços, como os esforços que você faz para ficar cada vez melhor, e me mantenho bem sereno. Vem comigo.

Gosto de quando você chega. E gosto duas vezes mais de quando conseguimos nos falar. Se dois seria um número imperfeito, quando se trata de nós dois é mais que perfeito, porque vira um quando quisermos. Dois mundos de expectativa. E talvez uma ou duas decepções só pra apimentar o que já seria bom assim normal. Seu telefone para ligar algumas vezes. Minha atenção pra te deixar duas vezes mais feliz.

Mais uma vontade de te fazer assim um afago breve. Te levar pra casa de vez em quando, cuidando, duas vezes, assim como se deve. Tendo um ou dois momentos de alegria juvenil e de conversas maduras de fazer crescer. É com as experiências que nos tornamos pessoas ainda melhores. Queria conseguir ver dois defeitos em você. Talvez demore mais de duas vidas para que isso possa acontecer. Isso deve ser encantamento.

O que seria demais 2

6 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Porque demais é palavra que não existe em um vocabulário exagerado. Porque carinho é só a coisa mais simples que pode acontecer quando estou com você. Porque caminho é o nome daquilo que está entre meu lugar atual e o lugar onde encontrar você. Porque a lua ilumina, em detrimento de todas as outras coisas, esse sentimento que nasce, desfazendo qualquer ressentimento que já tenha havido. Porque estamos conectados. Porque estou encantado e você sequer precisa se importar com isso.

Apesar de nos conhecermos pouco. Apesar das opções que podem até ser melhores do que eu. Apesar de pesares que a vida insiste em devolver para a nossa realidade. Apesar de ser fraqueza o que se pode chamar fidelidade. Apesar da fragilidade que se forma quando penso em cada palavra que vou dizer quando estou contigo. Apesar de coisas que nem eu e nem ninguem pode explicar. Apesar de achar você tão melhor que eu. Apesar de querer sempre fazer alguma coisa só pra ter certeza de que você teve o melhor. Apesar de eu não parecer uma boa escolha. Apesar de você parecer demais para mim.

Vou sentindo como se tudo isso fosse nada. Vou vivendo como se um dia fosse nada mais que uma empada. Vou chovendo, porque meu sol há de voltar, de dia, de noite ou de madrugada. .Vou falar, porque há ouvidos que quero muito cobrir de mimo, de risada. Vou chamar, porque seus olhos fazem isso comigo toda hora. Vou chorar se tiver, um dia, que me despedir. O que seria demais, mesmo que essa palavra jamais existisse ou nunca fizesse sentido, é que existisse mais de uma vida em que, mesmo que tentando muito, eu não pudesse conquistar você. Quero uma vida só, e nela, quero que minhas palavras não sejam demais para nós dois.

O que seria demais

6 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Eu queria mesmo era te dar um abraço agora. Olhar para o lado, e ver seus olhos grandes a perceber meus movimentos, assim como os meus não se cansam de agradecer o seu sorriso, os seus passos e o seu abraço. A vontade que me assalta, a despeito do sono que também me acomete, é justamente a de compartilhar mais esse momento com você. A vontade de fazer de toda hora a melhor, apenas pela sua presença sempre com uma novidade. Novidade, para mim, é sentir isso sem nem poder falar direito. Eu fico meio bobo do seu lado. Eu fico mudo.

E meus amigos, por muito tempo, vão me perguntar o que aconteceu. Ainda fico sem saber porque não consigo responder. Isso deve ter alguma coisa a ver com o que sinto quando me lembro que você esteve ali, do meu ladinho. Vou fazer alguns sacrifícios, e terei prazer em cada um deles, só porque o seu sorriso vem depois. Só para que, cada vez mais, seu sorriso venha me abraçar com o seu brilho. E meus ouvidos, assim meio treinados, possam sempre se cobrir com sua doçura, seu jeito doce. Seu cheiro doce me guiando aonde quiser.

Seus beijos, aí são coisas que meu exagero me faz calar. Seu carinho, é coisa que minha mente encantada faz guardar apenas na memória. Nosso afeto, é coisa que, por mais que eu tente, não poderei deixar passar em branco. Já me basta que seja eu o único despercebido aqui. Que seja meu silêncio apenas uma prova do quanto quero permanecer por perto de você. E que sejam meus agrados, apenas desculpas para dividir mais instantes maravilhosos ao seu lado. Seria demais pedir para não se afastar? Pode ser que sim, mas, sem dúvida, é a única coisa que minha mente exagerada consegue pensar: você por perto. Penso mesmo mais do que posso.

Quem ainda não conheceu o exagero

4 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Muito prazer! Exagero deveria ser substantivo abstrato, nesse caso, porém, é título de nobreza gentil e também nome, e aqui estou. Simples, sincero, sutil e muito, muito persistente. De perseguir sonhos e metas quase impossíveis, chamam-me eventualmente de Determinação, mas é puro e simples exagero que minha identidade insiste em exalar, nada mais. E de verdade eu percebo o quanto sua chegada me torna ainda mais exagerado. Eu sofro com sua saída – mesmo que ainda só um pouquinho. Num momento de falta de sensatez, desejo sofrer mais, só para ter podido perceber mais vezes sua chegada.

Exagerado que sou, por qualidade e não por definição, vou ligar, mandar mensagens, escrever, pensar e sonhar com momentos em que usarei de exageros ainda mais próximos. Ao invés de te ligar, iria te abraçar, te olhar de perto. E nem assim, nem se eu quisesse, meu exagero me deixaria perceber qualquer imprecisão, por menor que fosse, em seu semblante. Exageradamente perfeita e feita para caber no meu abraço, é como o Exagero – e eu – percebemos você: do tamanho necessário para ter o melhor olhar e o mais belo sorriso. Pequenina, vem só pra me encantar igualzinho gente grande.

Nas voltas que meu exagero faz em minha mente, sorrio ao lembrar nossas conversas. E fico ali, bem bobo, quando te olho, só porque não tem outra maneira de exageradamente admirar tamanha perfeição – você. Tocar sua mão seria um exagero, talvez, logo é possível que o melhor seja parar por aqui. Sentimentos exagerados levam a pensamentos e carícias igualmente exagerados. Mas é só uma maneira meio maluca de chamar o que estou sentindo agora de saudades, e de chamar o que sinto com você de felicidade. Talvez não seja tão bom com as palavras como é possível que eu seja quando exagero nas suas qualidades.

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