Sem querer, não por acaso

20 de setembro de 2011 § 1 comentário

Foi sem querer que, pela primeira vez, olhei seus olhos. Sem querer, inclusive, nos falamos e foi bom. Sem querer, por vezes, nos vimos, e, te olhando como quem nada quer, me encantei. Sem querer te chamei pra sair, e traí a mim mesmo, quando, depois de um não, insisti até ouvir seu sim. Sem querer me envolvi na história mais sem sentido que poderia ter acontecido. E me vi, sem nenhuma motivação aparente com saudades de você.

Lutei contra essa vontade. E relutei em te aceitar definitivamente em meus braços. Por força do calor do seu abraço, sem que fosse minha vontade, me perdi. Perdido em nossas horas, pude perceber uma decisão de todo dia, uma intenção de meus cuidados e o furor que só um carinho seu e único traz, mas minha razão dizia outra coisa. Contra a minha vontade, fui arrastado até a porta da sua casa, até o sofá da sua mãe. Até uma apresentação que preferia que tivesse sido mais tarde. Até uma condição de estar juntos que, mesmo que eu não queira, é a minha atual realidade.

Em minha já pouca liberdade, também não quis me expor, mas novamente me traí, e fui jogado à linda confusão de seus olhos mais gentis. Á perfeita perversão de sua realidade, faço bons planos. E, quando sozinho em casa, mesmo que minha vontade seja outra, fico pensando em qual será o seu vestido de amanhã, sonhando com o dia em que, novamente, serei eu o motivo de toda a sua produção. Sem querer, não por acaso, fiz de você minha menina.

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