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31 de julho de 2011 § Deixe um comentário

A vida é breve, a avidez deseja mais. A chuva desce, num sempre movimento de escorrer. A natureza pede mais. As pessoas sempre falam, mas, quando nos importamos, pedimos que falem mais. A casa conforta, mas o friozinho pede ainda mais. O amigo ri, mas com uma piada sincera, a gargalhada é evidente. O dia é longo, mas um dia ao seu lado deveria ser maior. O irmão confia, mas, diante de um delito, deseja ainda mais.

O esritor escreve, o leitor pede sempre mais. O carinho abraça, mas sua beleza me faz desejar ainda mais. O maior domina, mas sua insegurança exige que o faça ainda mais. De pouco em mais, vemos uma loucura cantada diariamente. De mais em pouco, podemos ser a relação absoluta de um com o outro. Assim como a criança pergunta, desejamos saber ainda mais. E tristes, voltamos para a nossa rotina controversa.

Até que o dia fez-se sábado, e desejei ainda mais do que tinha naquela hora. O cigarro acalma, o café pede que queimemos mais. Uma cerveja irriga, a sede pede muito mais. Vamos perder algum tempo avaliando o paradoxo, a sinceridade fará mais. Porque seria muito mais ter a gentil presença de minha rosa ao meu lado. O perfume encanta, mas tem um que me toma muito mais. É hora de falar menos do que sinto, e viver mais.

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