Amplexo

28 de novembro de 2010 § Deixe um comentário

Côncavo e convexo, completo e repleto. Desejo de cuidado e amplexo. Pernas que caminham no passeio do Anhangabaú ou por entre as lojinhas do Brás. Meu desejo é o de aparição quase remontada de saudação desajeitada: a mesma que ofereço na sua presença sempre nova. Eu tenho quase vontade, devendo, então estar meio morto, quase todo disforme e torto. A casa, então, tem um novo encanto, te esperar e sonhar no que dizem os seus ares.

Você, vindo com sua pele suave, para completar minha espessura de pelos e tempos, lisa e esguia. Eu, voltando a ser macio no que você precisar de cuidado que apenas eu sei dar. A nossa ponte – tato. O toque mais que verossímil de mãos erógenas de saudade e carícia. Mais café, ou mais abraço.

Tornando a ver o que acontece na TV de rotina desgraçada.
Tiros, ocupação, comentários, vídeos inúteis. Minha saudade tornando tudo isso menor. O desejo de você me fazendo prestar atenção em coisas que não conhecia e nem queria. Mais um domingo de fuga. Mais um momento reflexo. Espera aguda e instável de seu mais completo e doce amplexo.

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