Aos poucos, o impossível

10 de novembro de 2010 § Deixe um comentário

Dois dias em que o silêncio gritou palavras construídas graficamente do transbordo do meu peito magro e sofrido. Quarenta e oito horas em que uma certeza fez-se cada vez mais evidente: é impossível. Na miséria do meu estado pouco provável de sucesso, percebo a luz dessa certeza me chamando adiante por seu brilho e seu furor.

Dias e noites permanecem a mesma coisa, mas, para mim, enquanto os raiares do sol são o reflexo de seu rubor e de seus olhos sorridentes, o negrume das noites vêm apenas para que você se reconheça por dentro, se vendo brilhante no luar romântico e sempre novo. É realmente impossível…

E, quatro a seis vezes ao dia tento me fazer presente, como que completando a minha própria essência em sua força e seu cuidado. Já o sabia antes, mas, depois desses dois dias, reforço: é realmente impossível não amar… E comigo não é diferente.

Tenho tanta pena de quem deixa o Brasil e vai embora pra Argentina! Sou samba e não tango, e danço junto, sozinho, em grupo, a dois ou como quiser que seja, mas nunca, nem que você implore, nunca vou me esquecer de dançar lembrando: é realmente impossível não amar você!

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