Jardim das Flores

4 de novembro de 2010 § Deixe um comentário

Depois de tantos dias de vício, um de abstinência: que falta! Narrando como um trovador moderno as coisas mais simples e mais significantes para um homem com lembranças. Tenho saudades, é verdade, mas não desejo fazer disso uma cobrança, pelo contrário, é um canto, um assovio de serenidade.

Nesse instante, gravo a experiência de sua ausência, – difícil –  e sou muito agradecido por ter me permitido o vício! Cada um desses dias tem sido para mim como que o último, derradeiro que  tem feito para mim do próximo sempre o primeiro, reinício, recomeço. Jardineiro regando, protegendo, cuidando e alimentando esse solo fértil, para ser alimentado pelo canto dos pássaros atraídos pela sua beleza, e perfumado pelo acalanto que de ti emana paz. Assim são os valores que o cuidado gera: permanentes e sutis.

Outrora impotente, faço-me agora imponente do jardim florido. A cada nova brisa, o frescor reconfortante dessa sua presença que se faz meu repouso, colo, abraço. Com balão na mão ou nos pés, com força de dia revigorante ou fraqueza de saudades de um ontem recente, sei que estás e estarás bem, porque és segura e forte. E me conforto de não ser tão necessário.

Acho que tenho ainda saudades da flor, do balão, da cor, das suas palavras, meu furor.

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